O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.

Candidata a Heroína da Pátria

Livro de Aço
Livro de Aço
Livro de Aço

Rosely Roth


(1959-1990)


Ativista brasileira


Após conhecer a história desse Candidata a Heroína da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.



Rosely Roth, nascida em 21 de agosto de 1959 foi uma das mais célebres ativistas pelos direitos das mulheres lésbicas no Brasil. Diplomou-se em 1981 no curso de Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e cursou pós-graduação em Antropologia na mesma universidade. Em seus trabalhos acadêmicos investigou as vivências e os estilos de vida de mulheres lésbicas, através da análise do funcionamento dos bares frequentados predominantemente por elas.

Nos anos 1980 contribuiu com a criação de um ecossistema do ativismo lésbico através dos grupos Lésbicas-Feminista (LF) e SOS Mulher. Em 1981 fundou o Grupo de Ação Lésbicas Fenimista (GALF), com o propósito de dar continuidade na luta pelos direitos das mulheres lésbicas brasileiras.

Como parte do Grupo de Ação Lésbicas Feminista (GALF) destaca-se a produção do que se tornou o jornal “Chana com Chana”, que teve uma importancia fundamental como marco da imprensa lésbica no país. A circulação das publicações era difícil, uma vez que ocorreu nos períodos finais da Ditadura Militar, mas também marcou a movimentação sociocultural que nasceu do movimento da contracultura.

Como resistência à proibição da venda do “Chana com Chana” e às expulsões violentas, em 19 de agosto de 1983, o GALF com a presença de outros grupos LGBTs e figuras públicas, como a então deputada Irene Cardoso, realizaram um levante do Ferro’s Bar, local popularmente frequentado pelo público lésbico, localizado na “Boca do Lixo” no centro de São Paulo, que foi um marco histórico da primeira manifestação lésbica no país e por este motivo é conhecido como “Stonewall brasileiro”.

A relevância do debate público proposto por Rosely também destaca-se em seus textos para fanzine: Depoimento Pessoal (1983), Autonomia (1983), Desarmamento Nuclear (1984), Família (1985), Lésbicas X Censura (1985), Homossexualidade na Constituinte (1985), Homossexualidade nas Leis (1986), VIII Encontro Nacional Feminista (1986) e Um Outro Olhar 1: VERA (1987).

Além disso, também possui uma vasta publicação de artigos e outras publicações relevantes, com destaque para o artigo “Adotar filhos, desafio para os homossexuais” (Folha de São Paulo, 1985), a entrevista “Lesbianismo é um estilo de vida mais criativo” (Pasquim, 1985), o artigo “Homossexuais disfarçam na hora de adotar” (Notícias Populares, 1985) e o artigo “Lesbianismo na TV: polêmica aumenta” (Folha de São Paulo, 1986).

Em relação às aparições públicas na televisão brasileira, Rosely declarou corajosamente sua orientação sexual na mídia, sendo a pioneira na “política da visibilidade” da década de 1980, época em que, com raras exceções, ninguém mais o fazia. Ela esteve duas vezes no programa da Hebe Camargo em 1985 e 1986. Também participou dos seguintes programas da TV Bandeirantes: Em Julgamento (Homossexualismo é Doença? 1986), Programa Blota Júnior (Homossexualidade X Constituinte, 1986).

Rosely faleceu em 28 de agosto de 1990, tendo cometido suicídio em função da esquizofrenia, doença que havia começado a se manifestar pouco antes do episódio. Treze anos após sua morte, foi lançado o Dia do Orgulho Lésbico pelos grupos Rede de Informação Um Outro Olhar e a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, tanto em memória do levante ocorrido no Ferro’s Bar como em homenagem à Roth.

Rosely Roth é candidata a Heroína da Pátria Brasileira, conforme o Projeto de Lei 3.073/2026, que propõe a inclusão de seu nome no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.

  • Autoria: Deputada Erika Hilton
  • Ementa: Inscreve o nome de Rosely Roth no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.


Registro atualizado em 14/06/2026 20:33, visualizado 52 vezes.